Empatia com poucas pessoas no documentário do P. Diddy
Aproveitei a semana tranquila no meu emprego para assistir à série documental sobre o P. Diddy que estreou este mês na Netflix. Os fatos narrados já eram conhecidos por conta das notícias, mas a obra expôs muito mais do que isso, inclusive a negligência das pessoas que cercavam Diddy.
Senti empatia por poucos entrevistados que tiveram suas declarações exibidas no documentário. Tive a impressão de que muitas pessoas que trabalharam e foram próximas de Sean Combs sabiam de suas idiossincrasias, mas ignoravam enquanto a relação com Combs lhes era benéfica.
Durante a série, fica claro que as pessoas sabiam como era o relacionamento do Puff com a Cassie, mas o ignoravam e fingiam normalidade na forma como ele a tratava e também as demais mulheres e homens à sua volta.
Tenho a impressão de que as pessoas decidiram testemunhar no documentário contra ele mais como forma de defesa e para sinalizar virtude e não porque realmente sentiram empatia pelas vítimas.