Novo ensaio sobre o retorno
É longo o tempo de poder voltar depois do tempo em que saber ir faz parte do desafio de querer ser.
E depois do tempo de saber partir mais difícil é entender por que se deixa o que se deixa e com que deslumbre.
Sentir o antigo peso de ter partido tomado partido de relva adversa em que não se deita.
E a grama à qual se volta aversa se muda em carrapicho no qual não se deita mas que se deixa.
Se deixa colar na roupa no corpo. mas é próxima a hora de partir outra vez e outra e mais outra.
E voltar sempre à ficção de encontrar-se de ferir-se no fio do colonião de verificar um novo alheamento.
Entre destituir-se e recuperar-se uma placa de vende-se em sua casa não desmente a desapropriação.
— Marcos Siscar