Minha experiência com o Morango do Amor

Nessa semana, minha mãe perguntou se minha namorada sabia fazer Morango do Amor. Minha companheira, apesar de nunca ter produzido o quitute, já havia sido impactada pelos inúmeros conteúdos sobre o doce disse que, sim, era capaz de produzi-lo.

Ela justificou o pedido dizendo que estava achando os preços muito caros e preferia comprar os ingredientes para preparar o doce que virou febre nas redes sociais e estão lotando confeitarias Brasil afora.

Minha parceira reconheceu o fundamento do valor cobrado pelas comerciantes e comentou que fazer em casa sairia mais caro, daria trabalho e os morangos envoltos no brigadeiro e calda perderiam sabor na geladeira, já que a quantidade produzida seria maior do que conseguiríamos comer.

Para não deixar a sogra chateada, falou que compraria para ela experimentar. Nas confeitarias mais conhecidas o produto já havia esgotado. Recorreu ao Ifood e, depois de ler as avaliações, considerou que valeria a pena realizar a compra em uma das lojas que apareceu na pesquisa.

Os doces chegaram e, assim que terminei o jantar, peguei um deles e analisei sua construção. De cara, fiquei surpreso porque isso nunca tinha sido feito antes. É muito mais ergonômico e prático de manusear do que a sua irmã mais velha, a Maçã do Amor.

A mordida é bem mais confortável também. A casquinha fez "croc", sinal de que a calda estava bem feita. O sabor é de açúcar padrão. O brigadeiro de leite ninho estava cremoso, sem o gosto excessivo de leite em pó característico dessa receita.

O morango, ironicamente, é um coadjuvante. Haviam duas frutas no meu doce. Creio que foi a solução encontrada por conta da baixa oferta nesta época do ano. Me lembrou muito o bombom de morango, mas resolveram vestir ele com roupa de festa junina.

Não sou muito fã de doces de frutas, mas dou uma nota 7/10 pra esse exemplar que consumi. Se o morango fosse maior, daria 8.