Primeiro contato
Terminei hoje a primeira temporada do podcast Primeiro Contato, que conta a história dos videogames no Brasil. Apesar de tratar de uma época em que eu não existia, o programa me trouxe muitas lembranças do meu primeiro contato com computadores.
O podcast é sobre jogos, mas te lembrou de computadores? Sim. Apesar de já existirem alguns consoles antes dos computadores, como os Ataris, foi com a chegada dessas máquinas que os jogos digitais realmente se popularizaram aqui no Brasil.
Uma enorme indústria se formou em torno dos computadores para, inicialmente, importação e distribuição de jogos gringos e, posteriormente, a produção de jogos nacionais, com muitos títulos de sucesso, como o Show do Milhão e Gustavinho e o Mistério da Esfinge (esse nome é sensacional).
Em um dos episódios, o apresentador Henrique Sampaio pede aos ouvintes que enviem suas histórias do primeiro contato com computadores e videogames. Confesso que não ouvi todas (estava mais interessado no podcast em si), mas algumas foram bem legais. Como o programa é de 2021, vou escrever minha história aqui.
Meu primeiro contato com computadores
Não lembro exatamente do meu primeiro contato com um computador. Eu acompanhava minha mãe em alguns empregos que ela tinha e, em uma das empresas, o pessoal já os utilizavam. Eu era criança e não entendia muito bem, mas me lembro do barulho dos teclados e da impressora matricial.
Depois disso, já no ensino fundamental, comecei a fazer um curso de informática na escola em que eu estudava. Isso por volta do ano de 2002. Não consigo especificar datas, mas tento puxar na minha memória em ordem cronológica. No curso, aprendemos a ligar, desligar e escrever no Word.
Sempre tinha um dia que o professor nos deixava navegar na internet. É engraçado lembrar disso hoje, quando estamos conectados o tempo todo. Mas nem sempre foi assim. Tinha dia e hora pra "entrar na net".
Não existiam redes sociais e o Yahoo era o buscador que usávamos no Internet Explorer. Os jogos que tinhámos acesso eram os que vinham no Windows e, quando estavámos conectados, acessávamos um site que se chamava fliperama. Tinha vários jogos em flash.
No mesmo período, o tio de um amigo meu comprou um computador. De vez em quando ele nos deixava "brincar" no computador, mas sem acessar a internet. Passávamos o dia desenhando no Paint e jogando Pinball.
Mais tarde, minha mãe arrumou um computador e um conhecido da família foi lá em casa instalar. Assim como no tio do meu amigo, eu passava horas desenhando no Paint, jogando Pinball e tentando entender como funcionava o Campo Minado.
Aos finais de semana, às vezes, minha mãe nos deixava conectar na internet. Foi meu irmão mais velho quem descobriu como fazia. Lembro usávamos o IG como provedor de internet porque era gratuito. Óbvio que as conexões aconteciam depois da meia-noite.
Nesse período, ainda criança, minha navegação na internet se resumia ao Bate-Papo UOL e o site Fliperama. No bate-papo, eu só ficava lendo o que o pessoal escrevia e comentava com minha mãe o que estavam falando.
Um dia, esse computador parou de funcionar e ficou estacionado na sala por muito tempo. Não sei que fim ele levou. Só fui ter computador em casa novamente já na adolescência, por volta dos meus 12 anos.
Até esse período, frequentava muito uma lan house que abriu no meu bairro. Foi aí meu primeiro contato com os jogos "de verdade". Lembro de Counter Strike, Warcraft e Mu. Gostava mais de jogar o último.